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Investidores deveriam considerar o novo tigre econômico asiático: as Filipinas

Os analistas há tempos já vem elogiando a China como sendo um bom local para investimentos, por ser a economia de maior crescimento no mundo. Negligenciado por muitos, está um país localizado nas redondezas da China e que vem crescendo a passos largos nos últimos anos: as Filipinas. O país é constituído por um arquipélago de mais de 7.000 ilhas no Sudeste Asiático.

De um ano para cá, a economia da ilha cresceu 5,2%. Isto representa um declínio quando comparado aos 6,6% informados no último trimestre de 2014. Apesar de país ainda ter status de uma nação emergente, o constante rápido crescimento fez do país um novo “filhote de tigre” nesta parte do mundo, juntamente com a Indonésia e a Tailândia.

Como um país recentemente industrializado, as Filipinas continuam a ser uma economia caracterizada por um grande setor agrícola, mas ultimamente os serviços cresceram e passaram a dominar. O lado industrial da nação se baseia principalmente em operações de montagem e de processamento na fabricação de produtos eletrônicos e de outros componentes de alta tecnologia. Grande parte dessa atividade é geralmente conduzida por corporações multinacionais estrangeiras.

No início deste ano, uma pesquisa feita com economistas e conduzida pela Bloomberg, resultou na seguinte previsão: as Filipinas teriam a segunda economia de maior crescimento no mundo, depois da China, segundo os economistas entrevistados. Embora isso possa não ser verdade, não há dúvidas de que o país continuará a se beneficiar de uma série de fatores que têm contribuído para a atual prosperidade.

O FMI (Fundo Monetário Internacional), lista as Filipinas como a 39ª maior economia do mundo. Foi estimado por alguns que, em 2050, o país se tornará a 14a maior economia no mundo. Um grande banco, o HSBC, afirma que será a 16a maior em 2050. Estima-se que o país terá a 5a maior economia da Ásia e a maior na região Sudeste do continente. Em 2012 e 2013, as Filipinas atingiram taxas de crescimento de 6,8% e 7,2%, respectivamente. Para os dois primeiros trimestres de 2013, o país estava crescendo mais rápido do que a China e a Indonésia.

As Filipinas foram beneficiadas enormemente com os preços mais baixos do petróleo. O país está especialmente dotado com uma abundância de recursos naturais, incluindo significantes reservas cromita, carvão, cobre, níquel e até mesmo óleo.

Estima-se que o país terá uma população de 101.603.200 em 2015, tornando-se o 12º maior do mundo, com uma área total de 120.000 milhas quadradas ou 300.000 km2. Isso faz da ilha nação a 73a maior em área terrestre. Levando em consideração que o país é composto por inúmeras ilhas, três dos principais desafios, como se poderia imaginar, são a infraestrutura de comunicações, de transportes e de energia.

O PIB nominal (Produto Interno Bruto) para 2015 está estimado em $330.259 bilhões de dólares (Dólar dos Estados Unidos). Isso seria igual a $3,256 USD per capita. Em PPC (Paridade do Poder de Compra), o país está em $751,770 bilhões de dólares, com uma renda per capita de $7,412 USD. O PIB por setor é de 10,03% na agricultura, 33,25% na indústria, e 56,72% nos serviços.

As principais indústrias das Filipinas incluem: externalização de processos de negócios (outsourcing), eletrônicos, produtos químicos, pesca, processamento de alimentos, calçados, vestuário, refino de petróleo, produtos farmacêuticos, construção naval e produtos de madeira.

Sacos de açúcar puro nas Filipinas

A agricultura ainda é tremendamente importante para a economia. Quase um terço da população ainda está envolvida no setor, que fornece mais de 10% do PIB. As Filipinas são o maior produtor de cocos no mundo. A produção atual excede as 19,5 milhões de toneladas. O país também é o maior produtor de abacaxi do mundo. Além disso, o país é um grande produtor de açúcar e o 8º maior produtor de arroz do mundo. A cultura é um dos principais alimentos da dieta da população local.

Os principais parceiros de exportação são o Japão, com 19% do comércio total, seguido pelos Estados Unidos, com 14,2%. A China vem em terceiro lugar, com 11,8%, e Hong Kong vem em seguida, com 9,2%. A Coréia do Sul e a Tailândia são os próximos, com 5,5% e 4,7%, respectivamente. As exportações totais para o ano de 2014 atingiram mais de $54 bilhões de dólares americanos. A maior parte da renda é derivada a partir dos seguintes produtos: produtos de cobre, óleo de coco, frutas, roupas, eletrônicos, semicondutores, produtos petrolíferos, e equipamentos de transporte.

Abacaxis em uma feira em Cagayan de Oro.

As principais importações das Filipinas incluem produtos químicos, produtos eletrônicos, grãos, ferro e aço, tecidos, plásticos, máquinas e equipamentos de transporte e combustíveis minerais. Os principais parceiros comerciais de importação são os Estados Unidos, com 11,5% do total, seguido pela China, com 10,8%. O Japão vem em terceiro, com 10,4%, seguido pela Coreia do Sul com 7,3%. A Cingapura é próxima, com 7,1% do total, com a Tailândia chegando em 5,6%. Arábia Saudita, Indonésia, Malásia são os próximos com 5,6%, 4,4% e 4%, respectivamente.

Grande parte do recente crescimento do país foi impulsionado por investimento estrangeiro direto e também por remessas abundantes de dinheiro de filipinos que trabalham no exterior. Esta fonte de renda por si só, é equivalente a mais de 10% do PIB. As Filipinas tornaram-se o maior centro mundial para terceirização de negócios.

Um escritório de terceirização de negócios (business outsourcing), em Bacolod.

A inflação está atualmente a uma baixa taxa de 2,9%, com a taxa de desemprego em estimados 7,3%, em 2015. Estima-se que o investimento direto estrangeiro seja de 3,9 bilhões de dólares para este ano. A Heritage Foundation classifica as Filipinas na posição 76, no Índice de Liberdade Econômica, com uma pontuação de 62,2% em 2015. O país está entre as dez nações que mais melhoraram durante o ano de 2014.

As Filipinas continuam a subir na lista de países moderadamente livres. Isto é devido as melhoras feitas com relação a liberdade financeira, e melhorias nas leis anticorrupção e leis trabalhistas. A nação está classificada em 13º lugar, entre os 42 países da região da Ásia-Pacífico. Isso coloca o país ilha à frente dos concorrentes regionais e mundiais.

A maior taxa de imposto de renda para os contribuintes é de 32%, com a maior taxa corporativa sendo de 30%. Há também um imposto sobre valor acrescentado, bem como taxas ambientais. O encargo geral dos impostos fica em 12,9% da renda nacional. Um grande desafio para o país é a dívida. Os gastos públicos estão estimados em torno de 18,9% da economia, com a dívida pública chegando a 38% do PIB.

Makati, a capital financeira das Filipinas.

A tarifa aduaneira média é de 4,8%. O governo continua a privilegiar empresas nacionais nas licitações. Os produtores de arroz continuam a ser subsidiados e protegidos contra a concorrência externa. Embora o investimento estrangeiro seja bem-vindo, ele é restrito em vários setores da economia. Uma nova lei foi aprovada no ano passado, que removeu todas as restrições à participação estrangeira no setor bancário. Uma modernização do sistema financeiro está atualmente em curso.

Os subsídios para as empresas estatais ou controladas pelo Estado continuam a ser diminuídos nas áreas da agricultura, alimentação, saúde e energia. O mercado de trabalho continua a ser estruturalmente rígido, mas existe alguma flexibilidade, dependendo da região do país.

A incorporação de uma empresa leva um total de 16 procedimentos e 34 dias. Os requisitos de licenciamento continuam complicados e demorados, levando cerca de 3 meses para serem concluídos.

Cebu IT Park, em Cebu

A economia das Filipinas permanece resistente as “ondas” de uma desaceleração geral da economia mundial. A economia mundial cresceu 3,3% em 2013 e 2014. A projeção de crescimento da economia mundial, de 3,2% para o ano de 2015, foi reajustada para 2,8%. A projeção de crescimento para o ano de 2016 também foi reduzida para 3,3%.

A taxa da dívida externa, que era igual a 40% do PIB das Filipinas em 2007, melhorou para 20% em 2014; isto é uma evidência do fortalecimento da economia do país. A dívida pública em relação ao PIB era superior a 40% durante o mesmo período, mas recentemente caiu abaixo de 20%. O fato de a taxa da inflação estar melhorando também é um bom sinal de estabilidade econômica.

Exportações das Filipinas

As Filipinas têm um número de vantagens. A nação está bem integrada na economia mundial, sendo um membro da Cúpula da Ásia Oriental, Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e da OMC (Organização Mundial do Comércio). O país atualmente abriga a sede do Banco Asiático de Desenvolvimento. O país também tem uma alta proficiência em Inglês de negócios e, um relacionamento de longa data com os Estados Unidos.

Uma população relativamente jovem vai permitir anos de crescimento para a economia, por muitos anos ainda. Há uma grande oferta de mão de obra, que é relativamente barata, com um grande segmento que é bem-educado. Como resultado desses fatores, espera-se que o processo de terceirização continuará a ser uma importante indústria de crescimento para o país.

Vista do centro de Manila, capital das Filipinas. Visto do Harbor Sq.

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