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Invista na Malásia: um modelo de estabilidade política e econômica

Kuala Lumpur, capital da Malásia

A Malásia, como um dos “filhotes de tigre” econômicos do Sudeste Asiático, tem um dos melhores registos econômicos do mundo. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu a uma taxa média de 6,5% por 48 anos, de 1957 a 2005. Embora esta rápida expansão econômica tenha sido baseada no desenvolvimento dos recursos naturais, desde o início, há uma crescente diversidade nos setores de comércio, ciência e turismo. Hoje, a Malásia tem a terceira maior economia no Sudeste Asiático e a 29ª maior do mundo. O país é multicultural e multiétnico, o que sempre teve um impacto substancial na política interna.

Najib Razak, Primeiro Ministro desde 2009.

A UMNO (Organização Nacional de Malaios Unidos) tem comandado esta monarquia constitucional diversa desde a sua independência, em 1957. Os grupos de oposição estão ganhando força e aumentando desde 2008. Em 2013, o partido recebeu menos de 50% do voto popular, mas ainda constitui o maior grupo e, portanto, permanece no poder. Espera-se que o partido continue assim, pelo menos até 2018. Embora esta realidade política tenha trazido a estabilidade para a Malásia, ela também levou a um favoritismo e acabou aumentando o grau de corrupção na burocracia. Ela também permitiu que o poder executivo aumentasse sua influência no sistema judiciário.

Assim como ocorre com os outros países “filhote de tigre”, como a Indonésia, as Filipinas e a Tailândia, a economia da Malásia se caracteriza por ser recém-industrializada e baseada nos mercados. O governo ainda desempenha um papel importante no desenvolvimento econômico do país, mas está reduzindo essa atividade a medida que a atual iniciativa de modernização continua.

A Malásia tem uma das economias mais competitivas do mundo, sendo a 6ª na Ásia e a 14ª no mundo. No ano passado, a taxa de crescimento foi de 6%, a segunda mais alta na região. Só as Filipinas conseguiram ultrapassar esse ritmo, ficando em 6,1%. Em 2013, a economia da Malásia cresceu 4,7%. A taxa de crescimento para o primeiro trimestre de 2015 foi de 5,60%.

As economias Filhote de Tigre (em amarelo) consistem quatro países: Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia. Também são mostrados os tigres originais (vermelhos).

As nações filhote estão no segundo nível de desenvolvimento, atrás das economias dos tigres originais, que são Hong Kong, Singapura, Coreia do Sul e Taiwan.

A economia da Malásia em Paridade do Poder de Compra (PPC) em 2015, ficou em $525,7 bilhões dólares (Dólar dos Estados Unidos). Este é o 3º maior da região, depois apenas das nações mais populosas, Indonésia e Filipinas. Ainda assim, é o 28º maior a nível mundial. A Malásia é também o terceiro país mais rico no sudeste da Ásia, pelo PIB per capita, após os estados municipais de Brunei e Cingapura. A expansão do PIB tem ocorrido a uma média de 4,77%, entre os anos de 2000 a 2014.

O PIB nominal para o ano de 2015 está estimado em $376 bilhões de dólares. Per capita, isso representa $12.127 USD, em PPC isso equivale a $17.748 USD. Por setor, a economia está dividida em 56,2% para serviços, 36,8% indústria e, 7,1% agricultura.

No momento a população da Malásia é de 30.626.000 pessoas, fazendo do país o 42º mais populoso do mundo. A área total do país é de 127.355 milhas quadradas, ou 329,847 km2, classificando-o como o 67ª maior do mundo. A atual força de trabalho conta com mais de 14 milhões de pessoas. Por ocupação, 53,5% dos trabalhadores estão envolvidos em serviços, 36% na indústria e 11,1% na agricultura. O desemprego continua a ser relativamente baixo, em 3,2%. A inflação continua controlada em 2,1%.

As principais indústrias do país consistem em eletrônica, exploração madeireira, tecnologia médica, processamento de óleo de palma, produtos farmacêuticos, produção de petróleo, refino de petróleo, borracha, fundição e processamento de madeira.

Plantação de árvores para borracha na Malásia

A resiliência da economia da Malásia é evidenciada na taxa de crescimento de 5,8%, divulgada no 4º trimestre de 2014. O aumento da demanda interna, junto com investimentos do setor privado, foram capazes de contrariar o ritmo de desaceleração do comércio internacional, que foi liderado pela queda dos preços do petróleo.

A Malásia, como um grande exportador de petróleo, já se acostumou com o fato de esse recurso ser responsável por uma parte substancial das receitas do governo. Em 2013, o petróleo respondia por 30% das receitas; todavia, isso representa uma queda quando comparamos com a porcentagem de 2009, quando ele respondia por quase 40%. Isso mostra a rapidez com que a economia da Malásia está se diversificando, embora o superávit nas contas do governo tenha diminuído 20% no último trimestre de 2014. O país continua a ser o segundo maior exportador de gás natural do mundo, atrás somente do Qatar.

A Malásia continua a ser uma grande nação comercial no Sudeste Asiático. As principais exportações consistem em produtos químicos, produtos elétricos, eletrônicos, de gás natural liquefeito, maquinaria, metais, equipamentos ópticos, óleo de palma (maior do mundo), petróleo, borracha, equipamentos científicos e produtos de madeira.

As exportações totalizaram mais de $231 bilhões de dólares americanos até 2014. Os principais parceiros de exportação são a Cingapura, com 13,6% do total, seguida pela China, com 12,6%. Em terceiro lugar vem o Japão, com 11,8%, com os Estados Unidos em 4º lugar, com 8,7%. A Tailândia vem em seguida, com 5,4% e, Hong Kong com 4,3%. Índia e Austrália vêm em 4,2% e 4,1%, respectivamente.

Propriedade de óleo de palma na Malásia

As importações da Malásia chegam a $193 bilhões de dólares. A maior percentagem de produtos consiste em químicos, produtos elétricos e eletrônicos, ferro, metal, produtos petrolíferos, plásticos, produtos de aço e veículos. Os principais parceiros de importação são a China, com 15,1% do comércio total, seguida pela Cingapura, com 13,3%, e o Japão com 10,3%. Os Estados Unidos vem em quarto lugar, com 8,1%, depois a Tailândia, com 6,0%, e finalmente a Indonésia e a Coréia do Sul, com 5,1% e 4,1%, respectivamente.

O país da Malásia

O investimento direto estrangeiro (Foreign direct investment – IDE) ultrapassou os $77,4 bilhões de dólares já em 2011. No ano passado, o valor aumentou em $12,3 bilhões de dólares americanos. No início de 2014, a dívida externa bruta foi de apenas $100 bilhões de dólares. As reservas externas cresceram para $140 bilhões de dólares, até o segundo semestre de 2013. A classificação de crédito atual da Malásia está na categoria A, em todas as medições.

De acordo com o Índice de Liberdade Econômica do Heritage Foundation, o país da Malásia ocupa o 8º lugar na região, de 42 países, e 31º no ranking global. Houve melhorias em relação ao ano passado nos itens liberdade de negócios, corrupção e comércio. Superou em equilíbrio, os declínios na gestão dos gastos do governo e liberdade trabalhista. Isto acabou elevando a pontuação em 1,2 pontos desde o ano passado, dando ao país uma pontuação geral de 70,8.

Desde 2011, a pontuação para a Malásia aumentou em 4,5 pontos, sendo o terceiro maior aumento de pontos na região Ásia-Pacífico, permitindo que o país pudesse ser classificado com boa liberdade. Houve aumentos de dois dígitos nas categorias de liberdade comercial, liberdade financeira e de investimentos. Enquanto que o Estado de Direito ainda é relativamente fraco, o governo tomou medidas para combater a corrupção.

Aeroporto internacional de Kuala Lumpur

O governo mantém investimentos em companhias aéreas, automotivas, serviços bancários e de mídia. Os gastos do governo equivalem a 29,5% da economia doméstica com a dívida pública igual a 58% do PIB. A taxa da dívida é considerada bem baixa, quando comparamos com taxas muito maiores, como as da Europa e a dos Estados Unidos.

A maior taxa de imposto de renda para o contribuinte individual é igual a 26%, com a maior taxa corporativa sendo 25%. Há também um imposto sobre as vendas e um imposto sobre ganhos de capital no país. No geral, as receitas fiscais equivalem a 16,1% da renda nacional. Estes números indicam a dependência que o país tem nas exportações de energia, o que irá forçar o país a mudar suas atuais políticas fiscais num futuro próximo.

A Malásia tem mantido uma tarifa média de 4%, mas a economia foi beneficiada por cortes anteriores nesta taxa. Os acordos comerciais têm reduzido as barreiras ainda mais. A adesão a PTP (Parceria Trans-Pacífico) vai dar um novo impulso na direção do comércio e da abertura da economia da Malásia.

Embora o investimento estrangeiro em uma série de setores da economia seja limitado, isso vai ficar cada vez mais difícil a medida que a economia vai ficando mais internacionalizada. O governo implementou políticas para abrir o setor financeiro para uma maior concorrência. Contudo, as empresas estatais ainda retêm grandes partes do setor bancário, incluindo os dois maiores bancos do país.

O ringgit da Malásia

A moeda do país, o ringgit da Malásia, não foi internacionalizado desde 1998. Este foi um dos resultados da crise financeira asiática de 1997. O short selling especulativo do ringgit na época causou isso. Os controles de capital estão enfraquecendo e presume-se que a moeda vá recuperar o status de conversibilidade internacional dentro dos próximos dois anos.

Proton Prevé, um carro feito por uma marca automotiva local.

Em 2013, o governo central reduziu os subsídios aos combustíveis e mais tarde aumentou as tarifas sobre a eletricidade, a fim de reduzir os défices orçamentais. Embora outros subsídios distorcivos e controles de preços permaneçam valendo, as declinantes receitas oriundas das exportações de energia, farão com que o governo diminua esses entraves do crescimento econômico.

A legislação da Malásia na verdade tenta facilitar a atividade empresarial, tanto nacional como internacional. Não há capital mínimo exigido para abertura de empresas e a incorporação leva apenas três procedimentos. Além disso, ela pode ser conseguida em menos de 6 dias. Um mercado de trabalho flexível permite que haja eficiência, mas ainda existe uma necessidade para trabalhadores mais bem qualificados na força de trabalho. Isto significa que mais reformas na educação e na formação profissional serão necessárias.

Prédio da Intel em Penang

A manufatura representa mais de 40% do PIB, e assim permanecerá por um bom tempo ainda. Como a Malásia é um dos três países que controlam o Estreito de Malaca, o comércio internacional continuará a desempenhar um papel importante no desenvolvimento econômico do país. A Malásia atualmente é o maior centro financeiro e banco islâmico do mundo.

O plano do governo de 1991, (Visão 2020), que iria fazer da Malásia uma nação industrializada auto-suficiente até 2020, poderá muito bem ser atingido já em 2018. Há alguns analistas que estimam que a Malásia se tornará a 21ª maior economia do mundo até o ano de 2050. Se isto ocorrer o país terá um PIB em excesso de $1,2 triliões de dólares americanos, em dólares do ano 2000.

A via expressa Norte-Sul Expressway, a estrada mais longa da Malásia.

A Malásia é um dos países tecnologicamente mais desenvolvidos do Sudeste Asiático. A sua infraestrutura é moderna e foi projetada para ajudar no desenvolvimento econômico do país, sempre pensando na expansão dos negócios.

O sistemas de comunicação e transporte estão entre os melhores da Ásia. O mercado de telecomunicações utiliza links digitais e fibras óticas. Há cinco aeroportos internacionais, estradas bem conservadas, e 7 portos marítimos internacionais. Toda essa infraestrutura permite ao país ter grande acesso ao mercado Asiático-Pacífico.

No geral, a Malásia oferece uma força de trabalho jovem, educada e relativamente produtiva. Ela ainda fornece mão de obra suficiente para as necessidades atuais dos setores de manufatura e serviços.

Há um amplo espectro de oportunidades para investimento, especialmente na fabricação de produtos eletrônicos avançados e biotecnologia. Há também muitas possibilidades na área de pesquisa e desenvolvimento, dentro de vários campos de produção. Atualmente, a Malásia tem mais de 5.000 empresas estrangeiras, vindas de mais de 40 países.

Centro de Kuala Lumpur

Além de uma sociedade estável, outra vantagem para os investidores é o amplo uso do Inglês em assuntos jurídicos, contabilidade e negócios. Isso é devido ao fato de o país ser uma ex-colônia do Reino Unido. Há uma grande comunidade empresarial local, com uma longa história em relações comerciais internacionais. Isto é compatível com a ampla comunidade internacional de negócios, em todos os setores da economia.

Os investidores internacionais irão encontrar um ambiente seguro e confortável para viver no país, que é surpreendentemente avançado. Há abundância de casas com soluções de última geração e muitas amenidades modernas. O estado tecnologicamente inovador das instalações médicas no interior do país, acabou criando um negócio considerável, através do turismo médico. Existem instituições de ensino de alta qualidade, assim como complexos recreativos e esportivos de classe mundial, espalhados por todo o país. Além disso, uma infinidade de opções para compras existem, com produtos vindos de todas as partes do mundo. Os indivíduos que optarem por morar nesta parte do mundo, irão facilmente ser capazes continuar vivendo nos mais altos padrões mundiais.

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